quinta-feira, 28 de setembro de 2017
sábado, 23 de setembro de 2017
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Mercado Livre passa a gerir estoque de vendedor
Mercado Livre passa a gerir estoque de vendedor
O modelo muda com o lançamento pela companhia do "fulfillment", um serviço que realiza a gestão do armazenamento, da embalagem e entrega de produtos de diversos vendedores a partir de um centro de distribuição, incluindo também o serviço de pós-venda e atendimento ao cliente. As operações no centro de distribuição e o transporte são feitos por empresas parceiras, mas a gestão passa a ser responsabilidade da companhia de e-commerce e não mais do vendedor.
Com um centro de distribuição em Louveira (SP), na região de Campinas, o Mercado Livre começará atendendo 130 vendedores entre os que mais vendem em volume de itens. O produto continua pertencendo a outros, mas o novo serviço aproxima a operação da companhia à de outros gigantes."Começaremos pequenos, mas podemos escalar rápido", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Leandro Bassoi, diretor do Mercado Envios, braço logístico do grupo.
O Mercado Livre movimentou em transações no segundo trimestre um total de US$ 2,7 bilhões em todos os países onde atua. Não há dados específicos para o Brasil, mas a companhia afirma que o País representa em média metade do total de seus resultados.Segundo Bassoi, o "fulfillment" deve permitir uma redução "significativa" do prazo médio de frete. O novo serviço, no entanto, não deve gerar receita. A companhia decidiu não cobrar dos vendedores, o que é visto como um investimento para que o negócio ganhe escala.
O Mercado Livre tem uma verba de R$ 1 bilhão para este ano, a qual está sendo gasta em diferentes iniciativas destinadas a gerar volume de vendas. A empresa tem ofertado frete grátis, navegação gratuita em seu aplicativo e, agora, lança a gestão de estoque grátis para os clientes.O lançamento ocorre ainda num momento em que cresce no mercado a expectativa de que a Amazon lance no Brasil o seu "marketplace".
Analistas e empresários do setor de comércio eletrônico afirmam que a gigante norte-americana já sondou vendedores no Brasil sobre o lançamento de sua plataforma.Bassoi diz não ver, no entanto, a Amazon como uma ameaça. "Naturalmente buscamos aumentar nossa participação e, de alguma forma, defender o nosso mercado", afirmou. "Mas não nos pautamos pela Amazon", acrescentou.
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